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domingo, 3 de junho de 2012

Eduardo Campos não descarta Presidência, mas prefere adiar a discussão

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, faz uma avaliação crítica sobre os serviços das distribuidoras de energia elétrica no país. "Temos empresas [nessa área] ganhado muitos recursos e prestando ao consumidor péssimos serviços", afirmou Eduardo Campos, que esteve em Natal para participar da 16ª Conferência Nacional da União dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). Na ocasião, ele fez uma palestra sobre a importância da geração e distribuição de energia para o desenvolvimento do país. O governador de Pernambuco lembrou o potencial do Nordeste para fontes renováveis de energia. Presidente nacional do PSB, ele também foi questionado pelos repórteres sobre os rumos do partido em Natal e Mossoró nas eleições deste ano. 

Lamentou a desistência da ex-governadora Wilma de Faria para disputar a Prefeitura, mas procurou se mostrar compreensivo e resignado com a decisão. Sempre citado pela imprensa nacional como um provável nome na corrida pela presidência da República em 2014 ou 2018, Eduardo Campos afirma que não é o momento de tratar do assunto, diante da conjuntura da economia nacional e global. "Eu tenho uma compreensão de que não devemos, agora, puxar o debate sobre 2014. Seria muito precipitado", afirmou, sem descartar a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto. 

Eduardo Campo é economista, filho da ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, com o escritor Maximiano Campos. Neto do ex-governador Miguel Arraes, é considero principal herdeiro político do líder de esquerda que que foi perseguido pela ditadura militar. Eduardo Campo chegou ao Congresso Nacional em 1994, mas no ano seguinte ficou à disposição do governo de Pernambuco para exercer o cargo de secretário de Governo e, em 1996, da Fazenda. Voltou à Câmara dos Deputados em 1998 e em 2002. Em 2003, foi nomeado ministro da Ciência e Tecnologia, cargo que deixou para correr ao governo de Pernambuco em 2006. Eleito e reeleito, está entre os governantes com os melhores índices de aprovação popular do país.
.Eduardo CamposEduardo Campos

O senhor tem o projeto de formar uma aliança da "geração de políticos Pós 64"? Seria uma união de políticos como Aécio Neves, Ciro Gomes, Cid Gomes e Gilberto Kassab para a disputa da eleição presidencial em 2014 ou 2018?
Eu tenho uma compreensão de que não devemos puxar, agora, o debate sobre 2014. Seria muito precipitado. O mundo está vivendo uma circunstância de baixo crescimento econômico. O Brasil está no segundo ano de baixo crescimento. E precisamos ajudar à presidenta Dilma a conduzir o país com a capacidade que ela tem demonstrado. Ela é uma mulher corajosa, séria, que tem honrado o voto que demos. Não é hora de "eleitoralizar" o debate político. Precisamos pensar no país e no povo. Estamos vivendo um problema seríssimo no semiárido [com a seca].  Então conversar sobre as eleições de 2014 ou de 2018 seria um desserviço à nação neste momento. Na ocasião certa, vamos tratar destas coisas. 

Mas o senhor planeja se candidatar à Presidência da República?
Como disse, não é o momento [de tratar do assunto]. O Brasil tem grandes desafios. Vem sendo bem governado pela presidenta Dilma. Temos o dever de ajudá-la neste cenário de dificuldade da economia global. Discutir eleição [agora] é um desserviço. 

A fusão do PSB com o PSD, de Gilberto Kassad, está em articulação? 
Temos uma relação muito próxima com o PSD. Trata-se de um partido que surgiu ao lado de companheiros do PSB. Temos uma relação próxima com o PSD nos parlamentos e nas eleições municipais. Vamos manter essa relação por muito tempo. 


Em São Paulo, quando será tomada a decisão sobre qual candidato o PSB vai apoiar? José Serra, do PSDB; Gabriel Chalita, do PMDB; ou Fernando Haddad, do PT ?
Está chegando a hora [de anunciar a decisão]. 

Houve excesso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abordagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes?
Espero que essa polêmica esteja superada, porque é um debate que não interessa às instituições brasileiras. Todos sabem do respeito que tenho pelo presidente Lula. Ele é um brasileiro que merece a consideração pelo que fez ao país e pelo que representa. Além disso, passa por um momento delicado na vida. Devemos colocar as coisas sempre em uma perspectiva da história e das circunstâncias. Não vejo como esse debate evoluir de forma saudável nem para as pessoas, nem para as instituições. Por isso, os que estavam participando da discussão, resolveram amenizar o discurso. É preciso tocar para frente. Todos devemos ter respeito pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes merece nosso respeito. Não é ocasião de fazer um debate neste tom. Isso não ajuda em nada. 

Como o senhor vê os rumos que o PSB tem tomado no Rio Grande do Norte?
O partido fez um bom debate tanto em Natal, quanto em Mossoró. E fechamos uma ampla aliança nas duas cidades. Acreditamos que nos dois municípios vamos sair vitoriosos. O PSB abriu, em Natal, uma aliança para apoiar Carlos Eduardo, do PDT. Vamos compor a chapa. Em Mossoró, nos juntamos em torno da candidatura de Larissa Rosado (PSB), com um grande número de partidos. Estamos fazendo uma reflexão sobre os problemas da cidade e vamos apresentar um amplo programa.

Como acompanhou a decisão do PSB de Natal sobre a desistência de candidatura própria a prefeito com a retirada do nome da ex-governadora Wilma de Faria?
Acompanhamos essa discussão. Tínhamos o desejo de ter a candidatura da companheira Wilma, como temos hoje pré-candidatos em doze capitais. Mas ocorreu um debate e estamos solidários com a decisão que foi tomada pelas direções municipal e estadual do partido. Também estamos acompanhando [as articulações em] Mossoró com grande atenção e temos a certeza de que o PSB vai ter um belo resultado no Rio Grande do Norte.

O senhor tratou, durante palestra em Natal, do papel da energia para desenvolvimento no Brasil. O que destacou?
Não há crescimento econômico sem energia. O Brasil já viu os problemas que podem ser provocados pela oferta insuficiente de energia. Esse tipo de limitação desativa linhas de fábricas e reduz encomendas para o setor de serviço. Precisamos pensar cada vez mais em energia renováveis e como aproveitar equipamentos com baixo consumo. É preciso tratar também das questões que envolvem o preço da energia, que ainda é cara para as pessoas e para a produção.  São desafios postos para um país que precisa crescer. 

Há potencialidades do Nordeste para a geração de energia renovável...
O Nordeste tem um grande potencial, sobretudo o Rio Grande do Norte, para a energia eólica. A região também tem amplas possibilidades na área de energia solar. Não podemos pensar nas energias necessária ao desenvolvimento do país, sem considerar as fontes renováveis. Temos que usar todo o potencial hidráulico que há no hidrelétricas e São Francisco. Enfim, é preciso aproveitar as energias limpas, que já dão resultado. 

As assembleias legislativas podem contribuir nessa discussão?
As Assembleias têm ajudado e podem contribuir mais ainda, na medida em que possam ampliar o debate. Pode discutir, por exemplo, o controle social no padrão dos serviços prestados pelas empresas distribuidoras de energia. [Esses serviços das distribuidoras] têm caído muito no Brasil. Temos empresas ganhado muito recursos e prestando ao consumidor péssimos serviços. Há outro trabalho necessário que é o de padronizar a construção de prédios públicos no Brasil, usando mais a luz solar e o reuso da água. Ou seja, não permitir que se faça prédios públicos como se fazia no século passado. As assembleias podem debater também sobre o apoio para a energia renovável, o financiamento nessa área.

Outro assunto da conferência foi o pacto federativo. É possível haver distribuição melhor de recursos para estados e municípios?
É preciso discutir o pré-sal. Uma possibilidade de investimento que vai somar quase R$ 200 bilhões. Nós temos uma ameaça de concentração dos efeitos do pré-sal e da distribuição dos royalties. Haverá uma oportunidade de se fazer justiça com muitos municípios e estados que precisam ter dinheiro para investir em escolas, creches e saúde.

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